Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

OS AÇORES E O ALARGAMENTO

16 de Abril de 2003. Acrópole -  Atenas.

Sucedeu a reunificação do continente europeu. A Europa, mudou de face recebendo no seu seio mais dez novos membros. Não foi de propósito a escolha do local para tal cerimónia já que, é a Grécia que preside ao Conselho mas, não deixa de ter um significado muito especial por ter tido lugar aos pés da velha Acrópole de Atenas onde há 3000 anos nasceu a democracia ateniense que está nos genes da cultura europeia. Passados que são quase 15 anos da queda do muro de Berlim, a Europa tornou-se mais continental. Em momento tão solene e de sentido histórico tão relevante para o velho continente, 25 assinaturas selaram o acontecimento, tal escritura de sociedade em que, transformaram a Europa dos Quinze, na Europa dos Vinte Cinco embora oficialmente, só no dia 1 de Maio do próximo ano e depois de concluídos os processos de rectificação do tratado de adesão agora assinado possam os novos membros considerarem-se de pleno direito.

Fazemos votos para que o alargamento da família europeia venha trazer aquilo que todos nós ansiamos. Uma existência pacífica onde a inter-ajuda, os valores partilhados da liberdade, da democracia do estado de direito e da solidariedade sejam uma realidade constante.

No entanto, é bom não esquecer que com o acolhimento dos dez novos Estados Membros, novos desafios políticos vão surgir, na política externa, no modelo de sociedade e na governação económica.

Com o presente alargamento, inevitavelmente o centro da Europa desloca-se mais para o centro e leste fazendo assim com que, os Açores justifiquem cada vez mais a sua condição ultraperiférica bem assim a sua atlânticidade.

Cada vez mais, somos uma encruzilhada do mundo.

Para que os Açores possam fazer parte de corpo inteiro na construção da nova Europa, o Partido Democrático do Atlântico defende na sua proposta de revisão constitucional já entregue ao Presidente da Assembleia da República, Presidente da Assembleia Legislativa Regional que conforme sua informação a mandou distribuir aos deputados da mesma, Ministros da República das Regiões Autónomas e diversas outras entidades, um circulo eleitoral para o Parlamento Europeu.

A nossa posição estratégica no meio do Atlântico entre os velho e o novo continentes, e porque não também, entre estes e a África, torna-nos cada vez mais repito, um elemento fundamental para o estabelecimento de uma base de diálogo entre os mesmos, impondo a nossa presença como elemento de pleno direito.

«Na serenidade, na Paz, na Tranquilidade do Atlântico nasce a Esperança na nossa Alma. Daqui a nossa cultura, o nosso esforço, o nosso entusiasmo expandem-se e projectam-se através do Oceano, em cores que representam o Sol Criador, o Mar que nos une e a Paz por que lutamos». 

Queremos e podemos criar uma Nova Ordem. Construir uma nova Europa.

 

 

in Açoriano Oriental

2003.04.23

publicado por PDA NACIONAL às 17:50
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