Sábado, 5 de Dezembro de 2009

30º Aniversário do PDA - Sessão Solene - Discurso do Presidente do PDA

 

Amigos
Eis que chegamos ao ano trinta da nossa existência. Entrego-vos o Partido intacto e cheio de vontade de participar no futuro.
Foram sete anos de luta e combate sem tréguas para conseguirmos sobreviver, perante a sanha encarniçada dos nossos inimigos e a inocente indiferença dos nossos conterrâneos convencidos que, sem nós, teriam conseguido o que hoje é uma sombra daquilo que precisamos para vivermos com dignidade e para que os nossos filhos tenham um futuro com segurança e progresso material, intelectual e político.
Foram diversas as actividades que levamos a efeito para além da nossa presença nas candidaturas ao Parlamento Europeu, à Assembleia da República, às Autárquicas e, principalmente às eleições para a Assembleia Legislativa dos Açores, onde apresentamos sempre a intenção de defender e trabalhar em pontos de interesse essencial para os sectores chave da economia, da saúde, da justiça, da segurança e da educação para a Região.
Apresentamos uma proposta para a revisão das Constituição com a exigência da existência de partidos regionais, e fortes mudanças no capítulo das Regiões Autónomas.
A defesa da Lei das Finanças Regionais foi uma das nossas primeiras tarefas no início do nosso mandato. Pareceres sobre o Livro Verde do Mar, e à Proposta do Quadro de Referência Estratégico dos Açores (QRESA). A participação na revisão do Estatuto da Região a que teimosamente queríamos se dominasse por Carta Constitucional Açoriana. A apreciação do programa do governo e pareceres aos orçamentos regionais. Conferências sobre diversos assuntos de interesse para a vida política socio-económica dos Açores.
De não podendo esquecer a participação na luta que com outras forças políticas, conseguimos revogar a Lei dos Partidos Políticos bem assim, a que se encontra em aberto em relação à revogação da Lei dos Financiamentos dos Partidos Políticos que gostaríamos de ver efectivada.
Enfim quando nos pediram ou achávamos que devíamos actuar, estivemos sempre presentes cumprindo a missão de Partido Político e pessoalmente de cidadão comprometido.
Não queremos ser cidadãos de segunda na nossa própria Pátria. É-nos indiferente o reconhecimento daqueles a que se destinam os nossos esforços tal como o é o reconhecimento dos filhos perante o trabalho humilde dos pais para lhes garantir um futuro mais desafogado.
Não esperamos prémios por cumprirmos os nossos deveres como açorianos. Basta-nos ter a consciência de os termos cumprido!
Não esperamos empregos, nem subsídios nem pelouros. A nós ninguém nos compra porque não estamos à venda. Queremos para os açorianos o melhor que qualquer ser humano possa almejar.
Dói-nos é certo que estranhos nos representem quando nem sentem os nossos problemas movendo-se por fidelidades partidárias de duvidoso proveito para os Açores enquanto que nós somos desprezados por não fazermos parte da rede de interesses que não são os deste povo que tanto amamos.
Mas como não estamos à espera de prebendas, vamos continuar sem elas porque não dependemos delas para viver.   
Queremos que as nossas leis sejam aprovadas só por quem nós elegermos e não sujeitas a representantes de povos doutras regiões que nada sabem do nosso viver nem das nossas dificuldades nem das nossas necessidades.
Queremos ser o Povo Açoriano. Um só povo espalhado pelo mundo com a mesma cultura, o mesmo viver, os mesmos desejos, ligados pelo amor à terra que nos viu nascer ou que viu nascer os nossos antepassados ou que adoptamos como nossa para viver para sempre. A terra onde nascem os nossos filhos ou onde nós queríamos que eles nascessem. Uma terra de onde não haja necessidade de emigrar ou que, se emigrarmos, esteja sempre de portas abertas para nos receber que nos facilite as passagens e não nos sujeite, no regresso, a humilhantes afrontas ou degradantes pagamentos!
Não queremos a nossa Terra corrompida nem os nossos governantes enxovalhados como vulgares criminosos. Queremos segurança nas ruas e as ruas livres de droga e de assaltantes. Queremos a autoridade respeitada, queremos escolas que ensinem, hospitais que curem e os nossos velhinhos protegidos nas suas casas e não derramados em armazéns de moribundos, à espera de enterro. Queremos a família unida, e os nascimentos protegidos, as minorias respeitadas e a pessoa humana colocada no altar das coisas sagradas e não enxovalhada em degradantes situações de sem abrigo. Só queremos as modas que nos convêm e não as importadas. Queremos Deus nos nossos corações e paz nesta terra que ele nos deu para viver.
Amigos
Aí está o nosso partido, conquista duma geração. Vamos levá-lo à vitória porque há sangue novo que quer continuar a nossa história em direcção futuro.
Viva o Povo Açoriano
Ponta Delgada, 2009-11-27
 
publicado por PDA NACIONAL às 17:22
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